
domingo, 27 de setembro de 2009
Passado. Presente. Futuro? Obviamente!

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
Deixa arder...

quarta-feira, 2 de setembro de 2009
- (e)ternamente
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E' sobre o meu olhar fascinado, colado a' linha cúmplice, fina e azul no berço dos teus olhos, que me perco pela frescura da onda nas asas do tempo. E por perder a noção de tempo ganho noção da vida. Agora sei que dizer que não te quero, não me faz não te querer. E sei que a vida já não corre , ligeira e veloz, ao compasso do vento, passa antes, pé ante pé, com medo de despertar de novo a minha ânsia de voar. De te amar. Mesmo eu sabendo que te amar agora seria como pegar na linha da vida e fazer um novelo. E apesar de tudo persiste em mim a tentação de o fazer, pois só tu sabes por o meu coração a bater daquele jeito, a bombear doce e quente amor para todos os cantos e recantos do meu corpo, fazer arrepiar a minha alma, e colorir os meus lábios de desejo do teu beijo. Pois só tu deixas os beijos a correr soltos pela minha pele, dessa maneira, e só a tua boca tem esse gosto, de pecado. E por outro lado fica-me também a certeza que sabes que só eu sei de cor os trilhos que os meus dedos descobriram no teu corpo, caminho que tantas vezes percorri na pressa de chegar a ti. E chegando agora a hora de responder as tuas perguntas, só me ocorre dizer-te que me arrependo tanto de te amar como no horizonte o céu se arrepende de beijar o mar, se arrepende de faze-lo todos os dias, eternamente, sem cessar. Haverá sentido na necessidade de dizer mais alguma coisa? Algo para alem daquilo que só tu saberás perceber, e sentir, como eu percebi-senti. Aqui vai a ultima coisa que tenho de te dizer, a ultima que resta ser dita:
Queres dividir uma vida comigo?
Não precisas de responder, afinal o que quero de ti não e' a resposta, e' apenas a certeza que mesmo agora que não estamos juntos, iras pensar nisso, em como foi quando(...), em como seria se(...), em como vai ser na altura certa! Conheço-te o suficiente para saber o que pensas agora, e por isso meu amor de tantos horas - de tantos beijos, de tantos segredos...
Não me dês uma boa mentira...
Da'-me uma ma' verdade.