
Passavas breve pelo meu pensamento, e eu como se não reparasse na tua presença fingia-me distraída ao convite dos teus olhos. Os teus cabelos de brisa ao vento tocavam das mais belas musicas que eu já ouvi enaquanto eu sentia-te como se me tocasses dentro do peito, e sob o coração firmava-se o aperto da verdadeira distancia das tuas mãos. Apetecia-me perder nos teus dedos tanto como no frio de um inverno só nos apetece o calor de um verão qualquer.
A verdade é que não sei estar sem ti. Não sei passar pelas nossas ruas sem me deixar envolver pela dança dos sentimentos. Não sei descer as avenidas dos tantos amo-te sem te querer com uma vontade tamanha que tende a despertar uma ânsia para la da que consigo suportar.
E o teu cheiro paira suspenso em cada esquina, e sempre que viro naquela rua baila sobre a minha pele o aroma da tua, nas noites das loucuras, na noite das partilhas em que o amor corria solto, envolto em mistério, livre, como se a vida fosse só um momento.
E por tudo isto e muito mais que nem consigo transcrever sob a forma opaca das palavras, estou aqui agora, para dizer a todos vós, queridos leitores, seguidores, a todos os conhecidos, a toda a família e aos amigos, a todos os rostos sem nome que passam por mim na rua, ao senhor da bilheteira da estação, ao senhor simpático do transporte publico, ao senhor a tocar guitarra no banco do jardim, ás crianças que brincam no parque, ao senhor da pastelaria, ao mundo inteiro á minha volta (...) Que foste tu que escolhi para dedicar a minha vida, em todos os momentos, em todos os minutos em que troco 60 segundos por 60 formas para te amar. E que cada palavra minha é dedicada a ti. A ti que me ensinas-te a sentir viva, que me ensinas-te a ver a vida com olhos de ver, a ti que transformas o frio de um inverno pálido, só, num arco-íris de neve cadente.
-Nunca mais duvides do que sinto, nunca mais duvides que te amo, a ti, somente a ti, apenas a ti!